Logo Marca Idealle

Responsável Técnica Médica
Dra. Ingrid Koth Ribas CRM 19180 / RQE 10747

47 3804.9461

O PROFISSIONAL

Residência médica em otorrinolaringologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora/MG 2013

Membro titular da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia ABORL-CCF

Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia

Joinville - Santa Catarina


Consultório - Clínica Idealle
Rua Plácido Gomes, 572, Bairro Anita Garibaldi
CEP 89.202-050 Joinville - SC

Clínica São Marcos
Rua Abdon Batista, 47 - 10ª Andar
Joinville - SC
(47) 3433-0004

Itajaí - Santa Catarina


Hospital Marieta Konder Bornhausen
Av. Marcos Konder, n.º 1111 - Centro
Itajaí - SC
(47) 3249-9400

OS DIFERENTES

Cirurgia endoscópica nasal

Dos endoscópios nasais começaram a se popularizar a partir dos anos 70, com o desenvolvimento das lentes do tipo Hopkins. Com isso, começou a se desenvolver a cirurgia endoscópica nasal, através dos estudos pi...

Cirurgia endoscópica nasal

Dos endoscópios nasais começaram a se popularizar a partir dos anos 70, com o desenvolvimento das lentes do tipo Hopkins. Com isso, começou a se desenvolver a cirurgia endoscópica nasal, através dos estudos pioneiros de Messerklinger. Esse tipo de cirurgia se popularizou nos anos 80 com os trabalhos de Stammberger na Áustria e Kennedy nos EUA. Hoje, a cirurgia endoscópica é o padrão ouro para a grande maioria dos procedimentos nasais.

A principal vantagem é a melhor visibilização das estruturas intranasais, que proporciona maior precisão cirúrgica e melhor controle do sangramento. Com isso, praticamente se abandonou o uso dos tampões nasais, tornando o pós-operatório muito menos incômodo para os pacientes. Além disso, com a cirurgia endoscópica elimina-se a necessidade de incisões externas no paciente, evitando cicatrizes e tornando a recuperação do paciente mais rápida.

Além disso, o desenvolvimento das técnicas de cirurgia endoscópica propiciaram que se fizessem cada vez cirurgias mais complexas e hoje já podemos tratar de forma endoscópica tumores nasais, fístulas liquóricas e até mesmo tumores intracranianos, como meningiomas, tumores de hipófise e cordomas.

Septoplastia

Quando o paciente apresenta um desvio do septo nasal que causa obstrução nasal, está indicada a septoplastia. Neste procedimento, toda a cirurgia é realizada por via endonasal, sem cortes externos. A cirurgia pode se...

Septoplastia

Quando o paciente apresenta um desvio do septo nasal que causa obstrução nasal, está indicada a septoplastia. Neste procedimento, toda a cirurgia é realizada por via endonasal, sem cortes externos. A cirurgia pode ser feita com anestesia local ou geral e dura pouco menos de 1 hora. Normalmente o paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia.

Não é necessário o uso de tampões. No período pós-operatório o paciente fica em repouso por em média 4 dias, podendo então retomar suas atividades normais.

Turbinectomia

Quando a obstrução nasal do paciente é causada por um aumento dos cornetos nasais (popularmente conhecidos como carne esponjosa), e não há melhora com o tratamento medicamentoso podemos recorrer à turbi...

Turbinectomia

Quando a obstrução nasal do paciente é causada por um aumento dos cornetos nasais (popularmente conhecidos como carne esponjosa), e não há melhora com o tratamento medicamentoso podemos recorrer à turbinectomia.
Neste procedimento, que também é realizado por via endonasal, faz-se uma retirada de parte do corneto liberando assim a passagem de ar pelas fossas nasais. Também não se necessita de tampão.
É importante que a retirada do corneto seja feita de forma parcial, já que esta estrutura é importante para manter as funções normais das fossas  nasais, principalmente de filtragem e umidificação do ar que respiramos.

Sinusectomia

Pacientes com rinossinusite crônica, que não apresentem melhora após o tratamento com remédios, tem como alternativa a sinusectomia. Neste procedimento, que também é realizado por via endonasal, com o au...

Sinusectomia

Pacientes com rinossinusite crônica, que não apresentem melhora após o tratamento com remédios, tem como alternativa a sinusectomia. Neste procedimento, que também é realizado por via endonasal, com o auxílio dos endoscópios, as estruturas que obstruem a drenagem natural dos seios da face são removidas, fazendo com que esta drenagem se restabeleça e conseqüentemente diminuindo os episódios de sinusites.
Este procedimento apesar de muito delicado, é simples, e o paciente recebe alta no mesmo dia, não necessitando do uso de tampões. Em média após 4 dias o paciente pode retomar suas atividades normais.

Polipectomia

Muitos pacientes com rinossinusite crônica têm presença de pólipos nasais. Estes pólipos são constituídos por um tecido gelatinoso, pouco vascularizado e acabam por causar obstrução n...

Polipectomia

Muitos pacientes com rinossinusite crônica têm presença de pólipos nasais. Estes pólipos são constituídos por um tecido gelatinoso, pouco vascularizado e acabam por causar obstrução nasal e na drenagem dos seios da face.
A via endoscópica é a via de escolha para a retirada dos pólipos, que pode ser feita com pinças normais ou com o auxílio de um aparelho chamado microdebridador (ou shaver) que acelera o procedimento e diminui o sangramento. Por vezes os pólipos não são decorrentes de sinusite crônica, neste caso, os mais comuns são os pólipos antrocoanais ou de Killian, que afetam principalmente crianças e adolescentes. A retirada cirúrgica também é feita por via endonasal.

Dacriocistorrinostomia

Apesar do nome complicado, este é um procedimento simples, que visa corrigir as obstruções das vias lacrimais. Estas obstruções causam lacrimejamento excessivo ou infecções recorrentes do saco la...

Dacriocistorrinostomia

Apesar do nome complicado, este é um procedimento simples, que visa corrigir as obstruções das vias lacrimais. Estas obstruções causam lacrimejamento excessivo ou infecções recorrentes do saco lacrimal. Tradicionalmente realizada por via externa, com incisão na pele, a dacriocistorrinostomia endoscópica além de promover um melhor resultado estético também proporciona um retorno mais rápido dos pacientes as suas atividades normais.

Atresia de coanas

Alguns recém-nascidos nascem com uma imperfuração na abertura posterior das fossas nasais, que se chamam coanas. Quando esta imperfuração é unilateral, apesar da dificuldade respiratória co...

Atresia de coanas

Alguns recém-nascidos nascem com uma imperfuração na abertura posterior das fossas nasais, que se chamam coanas.
Quando esta imperfuração é unilateral, apesar da dificuldade respiratória conseguimos postergar a cirurgia até que a criança atinja 10 kilos. Quando porém, o quadro é bilateral, a obstrução respiratória é importante e a cirurgia tem que ser realizada nos primeiros dias de vida. Quase sempre o diagnóstico é feito ainda no berçário pelo médico pediatra.
A cirurgia realizada por via endoscópica endonasal causa menos danos à criança e proporciona melhores resultados. Muitas vezes, com o crescimento da criança a abertura cirúrgica se torna insuficiente e novas cirurgias são necessárias.

Epistaxe

Em casos de sangramento nasal muito intenso, ou que ocorram com muita frequência, a cauterização ou ligadura dos vasos intranasais por via endoscópica é uma ótima alternativa. Além de permitir um ...

Epistaxe

Em casos de sangramento nasal muito intenso, ou que ocorram com muita frequência, a cauterização ou ligadura dos vasos intranasais por via endoscópica é uma ótima alternativa. Além de permitir um controle mais eficaz do sangramento, evita o grande incômodo dos tamponamentos nasais, que além de dolorosos e traumatizantes podem apresentar pouca efetividade.

Sinusite

Por definição, sinusite é a inflamação dos seios paranasais. Porém, como praticamente em todos os casos a inflamação também se estende a cavidade nasal, o termo mais aceito seria Ri...

Sinusite

Por definição, sinusite é a inflamação dos seios paranasais. Porém, como praticamente em todos os casos a inflamação também se estende a cavidade nasal, o termo mais aceito seria Rinossinusite.

Podemos classificar as rinossinusites pela sua causa.

Ou seja, uma inflamação dos seios paranasais causada por uma infecção por vírus seria uma rinossinusite viral, que é popularmente conhecida como gripe ou resfriado.

Se a inflamação tiver uma causa alérgica, teremos uma rinossinusite (ou rinite) alérgica. Se a causa for uma infecção por fungos, uma rinossinusite fúngica.

E finalmente, nos casos em que a causa seja uma infecção por bactérias, temos as rinossinusites bacterianas. Este subgrupo corresponde ao que se convencionou chamar de “sinusite”, e é o que iremos discutir mais aprofundadamente neste espaço.

As rinossinusites bacterianas podem ser sub-classificadas de acordo com o tempo dos sintomas. Se eles permanecerem por menos de 12 semanas, rinossinusite aguda, e se por mais de 12 semanas rinossinusite crônica.

Aguda

As rinossinusites agudas normalmente aparecem depois de um quadro de gripe, resfriado ou crise alérgica. Após 5 a 7 dias o paciente apresenta piora ou pouca melhora dos sintomas, a secreção nasal torna-se amarelada ou esverdeada (figura 1), apresenta dor de cabeça e tosse.

Estes casos quase sempre se resolvem com tratamento medicamentoso adequado, por vezes necessitando do uso de antibióticos. Uma boa maneira de evitar que o seu resfriado evolua para uma rinossinusite bacteriana é fazendo lavagens nasais freqüentes com solução salina (soro fisiológico). Quase sempre estes casos são auto-limitados e apresentam melhora rápida. Quando há alguma complicação, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. As complicações mais freqüentes são as orbitárias (na região dos olhos) e as intracranianas (figuras 2 e 3). Casos de rinossinusites agudas que apresentem dor de cabeça muito intensa, inchaço nos olhos ou diminuição da visão devem ser investigados e tratados de forma emergencial.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Crônica

As rinossinusites crônicas normalmente ocorrem quando o paciente tem algum fator predisponente. Isto pode ser uma alteração anatômica (desvio septal, concha média bolhosa – figuras 4 e 5), quadros alérgicos, deficiências imunológicas, exposição a ar-condicionado,

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

tabagismo ativo ou passivo e outros. Nestes casos, pouco adianta tratar a crise do paciente se não se resolver o problema de base. Quando há falha do tratamento clínico, é realizada a cirurgia funcional dos seios paranasais para melhorar a aeração e drenagem dos seios. Polipose nasal Um subtipo da rinossinusite crônica é a polipose nasal. Nestes casos há formação de um tecido de aspecto gelatinoso que ocupa as cavidades nasais e os seios paranasais (figura 6) e quase sempre há necessidade de removê-lo para se conseguir uma adequada aeração e drenagem dos seios.

 

A simples retirada porém, não garante a cura, sendo necessário manter o tratamento clínico criterioso a longo prazo para impedir que os pólipos cresçam novamente.

Claramente ainda não chegamos ao limite desta técnica e a cada dia novas indicações vão surgindo, sendo uma das mais recentes a abordagem de lesões de processo odontóide e da coluna cervical por via transnasal. Além dos tumores, outras doenças também permitem essa abordagem, como por exemplo as fístulas liquóricas, que podem ser espontâneas ou traumáticas. Nestes casos, temos uma comunicação anômala entre o sistema nervoso e a cavidade nasal, causando a saída do líquor (líquido que envolve o cérebro, coluna e as meninges) para o nariz. As fístulas quando não tratadas podem causar casos de meningite que podem ser fatais.

Ronco e Apnéia Obstrutiva do Sono

Quem não conhece ou convive com alguém que ronca? O número de pessoas com este tipo de problema é tão grande, que algumas até se  esquecem de referir quando vão ao médico por achar qu...

Ronco e Apnéia Obstrutiva do Sono

Quem não conhece ou convive com alguém que ronca? O número de pessoas com este tipo de problema é tão grande, que algumas até se  esquecem de referir quando vão ao médico por achar que roncar é uma coisa “normal”. A maioria deste grande número de roncadores é do sexo masculino, porém as mulheres não estão livres do problema.        
Alguns indivíduos possuem apnéias associadas, ou seja, param de respirar durante um período da noite. De maneira  simplificada, se uma pessoa  apresenta  mais  de 5 apnéias por hora de sono,   a   doença   é  chamada   de Síndrome  da  Apnéia   Obstrutiva   do   Sono  (SAOS),  e quando o número de apnéias é  inferior a 5  por  hora, não havendo queda importante da taxa de oxigênio sanguíneo, denomina-se Ronco Primário. Tais afecções estão intimamente relacionadas com a obesidade e com hábitos incorretos, como o sedentarismo, a ingesta de refeições copiosas antes de dormir,  o consumo de cigarro, álcool,  tranqüilizantes, dentre outros. Além do ronco usualmente causar grande desgaste nos  relacionamentos, pelo incômodo  que   provoca  no parceiro,  os   portadores   da  SAOS  podem   ter   sérias complicações  de  saúde : cardiovasculares, pulmonares, neurológicas, psíquicas,...           
Na região da faringe (garganta), há uma vibração de tecidos durante a  passagem  do ar gerando um ruído (ronco),  podendo  obstruir parcialmente o fluxo de ar (hipopnéia) ou chegar a  um  completo colabamento desta região (apnéia obstrutiva). Estes pacientes apneicos geralmente não conseguem atingir  um sono  profundo e  repousante. Desta forma, costumam acordar cansados e  ter muita sonolência durante o dia, mesmo que durmam um número adequado de horas por  noite. Além disso, indivíduos acometidos podem apresentar dor de cabeça, irritabilidade, queda do rendimento intelectual, impotência sexual e muitos outros sintomas.     
Estudos indicam que o número de acidentes automobilísticos em pacientes com SAOS é 7 vezes maior do que na população geral, principalmente em  virtude  da sonolência. Acidentes de trabalho também são freqüentes. 
As pessoas que possuem algumas destas queixas inicialmente devem  realizar uma consulta com médico especialista para fazer um diagnóstico correto e avaliar a gravidade do problema. Para isso, muitas vezes o médico precisa do auxílio de exames subsidiários como a Polissonografia (que monitoriza  o paciente  e  registra uma noite de sono)  e  a  avaliação   endoscópica das cavidades nasais e da faringe. 
Além de medidas comportamentais como perder peso, corrigir hábitos alimentares, praticar atividade física regular e regularizar o sono, existem  vários  tratamentos  disponíveis para o ronco e para os distúrbios respiratórios do sono:

  • Geradores de fluxo aéreo: o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é um aparelho que a pessoa coloca para dormir, o qual   fornece uma pressão aérea positiva através de uma máscara, evitando o colabamento das vias respiratórias. Existem ainda outros aparelhos  (BiPAP, C-Flex, Auto-set,...) com  sistemas semelhantes ;
  •  Aparelhos intra-orais: os mais utilizados são os que promovem avanço da mandíbula enquanto o paciente dorme. São confeccionados por  dentistas especializados;
  •  Procedimentos Cirúrgicos sob anestesia local:  Radiofreqüência, Laser (LAUP), Injeção Roncoplástica e Implantes palatais;
  •  Cirurgias sob anestesia geral:
    • Cirurgias Nasais- Septoplastia, Turbinectomia e outras Cirurgias Endoscópicas Nasossinusais.
    • Cirurgias Faríngeas- Uvulopalatofaringoplastia, Faringoplastia lateral,...
    • Cirurgias Esqueléticas- Avanço maxilo-mandibular, Avanço Genioglosso,...

            Somente após avaliação individualizada do paciente, o médico   poderá  indicar o(s) melhor(es) tipo(s) de tratamento para cada caso; Os resultados bem sucedidos dependem   muito   desta  indicação   adequada.   Deste modo, os pacientes ficam satisfeitos e seus  parceiros,  muito  mais...

Pode-se observar que o conceito de Otorrinolaringologia é tão extenso quanto a palavra em si, pois considerá-lo apenas como sendo o tratamento de ouvido, nariz e garganta seria hoje, pouquíssimo.

A otorrinolaringologia, ou otorrino, como é mais comumente chamada, é uma das especialidades médicas mais completas, uma grande área que trata, pesquisa e acompanha, problemas como: infecções e inflamações das vias aéreas, distúrbios digestivos, da fala, audição, cefaléias (ou as famosas dores de cabeça), tonturas, zumbidos, tosse, trauma facial, e ainda com possibilidade de exercer a terapia especializada em radiologia, endoscopia, cirurgias no segmento cérvido-facial e eletrofisiologia.